Quase metade (48%) dos adultos brasileiros estará obesa até 2044, sugere um estudo da Fiocruz. Ao mesmo tempo, de acordo com uma pesquisa divulgada pela Semrush, as buscas na internet pelo termo “Ozempic” aumentaram 307,6% entre 2023 e 2024. O fármaco foi desenvolvido para tratar diabetes, mas entrou em alta pelo seu efeito colateral emagrecedor. O que os dados revelam, no entanto, é que aqueles “emagrecidos” pelos injetáveis voltam a ganhar peso. Voluntários de um estudo divulgado na PubMed recuperaram, após um ano sem as injeções, dois terços do peso que tinham perdido.
Preocupado com o futuro da população, o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) promove, desde 2022, a campanha Abril Verde, mês dedicado ao combate ao sedentarismo. A conscientização vem apresentando resultados. Recentemente, foi protocolado, pelo Deputado André Figueiredo, o Projeto de Lei 1088/25, que institui abril como o mês de combate à inatividade física. O documento reconhece a medida ainda como enfrentamento ao crescente índice de obesidade, entre crianças, jovens, adultos e idosos.
O PL é a primeira iniciativa de tornar o Abril Verde uma lei, a nível federal. No entanto, várias prefeituras já têm seus próprios projetos. Uma delas, Lucélia (SP), chegou a sancionar a Lei 5169/23, oficializando a campanha na cidade. A legislação a respeito da temática é necessária porque viabiliza a promoção de políticas públicas de enfrentamento ao sedentarismo. Isto porque uma significativa parcela da população brasileira não usufrui do direito de se manter ativa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já levantou, inclusive, os marcadores sociais que dificultam o acesso de certas parcelas da população ao exercício: classe social, gênero, etnia, entre outros.
Portanto, olhar para essas lacunas é uma demanda imediata do poder público. Uma das principais formas de enfrentamento, como defende o CONFEF, é a Educação Física Escolar, um pilar essencial na formação de hábitos saudáveis desde a infância. É por meio das aulas que as crianças e adolescentes desenvolvem habilidades motoras e sociais que serão a base para uma vida ativa, representando menores chances de desenvolver obesidade, entre outras condições de saúde, inclusive, na vida adulta.
Essas condições são perfeitamente evitáveis. Um estudo da OMS apontou para dados nada otimistas: cerca de 500 milhões de pessoas desenvolverão doenças cardíacas, obesidade ou outras condições decorrentes da falta de atividade física, no intervalo de 2020 a 2030. Portanto, o investimento em atividade física não tem nada de oneroso. Muito pelo contrário: ele reduz gastos com tratamentos, remédios e internações, entre outros cuidados.
Prova disso é que, no Brasil, o sedentarismo impõe um custo significativo ao Sistema Único de Saúde (SUS), com estimativas da Universidade Federal Fluminense (UFF) apontando para um gasto de R$ 300 milhões apenas em internações (valores atualizados pelo IPCA). O país também ocupa posições preocupantes em rankings globais, sendo considerado o mais sedentário na América Latina e o quinto no mundo, com 300 mil mortes anuais atribuídas à inatividade física, segundo a OMS.
Um desafio para o Profissional de Educação Física, uma vez que ele é o profissional habilitado para prescrever e orientar exercícios físicos, como previsto nas Leis Federais 9.696/98 e 14.386/22. No Brasil, eles somam mais de 670 mil profissionais devidamente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física (CREF). Vale lembrar que a atuação na área sem o registro é considerada ilegal, uma vez que a profissão é regulamentada. Por isso, é considerado profissional de educação física apenas aquele com registro. É recomendado que se busque um nome em confef.org.br e confirme o registro.
Segundo Claudio Boschi, presidente do CONFEF, esses profissionais estão presentes em escolas, academias, hospitais e no esporte, e são agentes de mudança, de educação para a saúde, capazes de construir uma sociedade mais ativa e saudável. O CONFEF acredita que, com o engajamento de todos, é possível reverter os índices alarmantes de sedentarismo e construir um futuro mais saudável para as próximas gerações. Mas é preciso começar. Caso contrário, pode-se chegar a 2044 com quase metade da população obesa, sem mencionar os demais inúmeros impactos da inatividade física na vida humana.
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