Centro de coleta de células-tronco é inaugurado em Caxias do Sul (RS)

A partir de 4 de julho Caxias do Sul passou a fazer parte das cidades brasileiras que contam com um centro de coleta de células-tronco. Os estudos e tratamentos envolvendo essas células já são bastante difundidos no Brasil e também no exterior. Segundo os especialistas, comprovadamente, trazem a esperança de tratamentos promissores para muitas condições e doenças agudas e degenerativas, já que elas têm a capacidade de reparar e reconstruir tecidos sólidos do corpo humano, o que também, consequentemente, pode vir a ser uma promessa de mais longevidade e qualidade de vida às pessoas.

O centro está localizado na Universidade Federal de Caxias do Sul (UCS) e conta com o apoio da R-Crio, Centro de Processamento Celular, especializado em isolamento, expansão e armazenamento de células-tronco mesenquimais em condições de uso para tratamentos de saúde, sediada em Campinas, interior de São Paulo.

Segundo Walker Jeveaux, diretor executivo da R-Crio, há um grande movimento de fusões, aquisições e desenvolvimento de novas tecnologias no setor da saúde no Brasil e no mundo. “Nosso país recebe essa movimentação com mais vigor atualmente. A pandemia reforçou o interesse e a comunidade científica está debruçada em busca por soluções para tratar doenças agudas e degenerativas. Há uma transição estratégica: a saída do tratamento com medicamentos químicos para a entrada do tratamento de regeneração de tecidos com células-tronco, a bioengenharia de tecidos. É uma mudança de contexto muito forte. A Universidade Federal de Caxias do Sul teve essa visão, de forma antecipada, e desenvolve ações e investimentos para atender essa demanda de mercado. É muito importante estarmos alinhados, já que a R-Crio atua fortemente na comunidade clínica. Essa iniciativa da universidade beneficia a sociedade como um todo. Esse é grande exemplo a ser seguindo por outras instituições de educação e também de saúde”, revela.

O espaço, inicialmente, terá capacidade para 24 atendimentos diários e está dividido em dois blocos do campus. A coleta de células do palato (céu da boca) será feita no centro odontológico e a coleta do tecido subcutâneo (abdômen) no centro clínico. A perspectiva também é que, a partir do cadastro de pacientes, os profissionais do centro, após análise das patologias, possam direcionar os casos aos médicos que estejam envolvidos em estudos clínicos com as células. A entidade, a partir da data de inauguração do centro, já recebe os interessados em ter o seu material coletado e armazenado. Antes do procedimento são necessários cadastro, assinatura de contrato e exames clínicos.

“As células-tronco podem ser retiradas e armazenadas para uso quando necessário. Podem ser utilizadas na programação do diagnóstico, testagem de medicamentos ou para a realização de um tratamento efetivo, preciso e personalizado de doenças futuras. As células-tronco têm papel fundamental na reparação programada das funções perdidas”, explica vice-reitor da UCS, Asdrubal Falavigna.

Recentemente, o Brasil, por meio da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº RDC 505/2021, elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ganhou novas regras para registros de produtos classificados como terapias avançadas (produto de terapias celulares, de terapias gênicas e de engenharia tecidual), que garantem ao país a oportunidade e novas perspectivas de desenvolvimento nessa área.

DINO

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